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27/09/2015 às 14h28 - Atualizada em 27/09/2015 às 14h28

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FONTE: Globorural
Tripanossomose provoca a morte de gado leiteiro em propriedades de MG
Doença, que também atinge cavalos, já causou a morte de 40 animais.
Sintomas são fraqueza muscular, perda de peso, febre e redução de leite
A tripanossomose preocupa os criadores de gado de Passos, no sul de Minas Gerais. A doença já causou a morte de 40 animais.
O produtor de leite Ricardo Beraldo tira cerca de mil litros de leite por dia. Ele tem 130 vacas e a primeira morreu há dois meses. “Fazia todo tipo de medicação. O animal só definhava, deitava. Depois, uma vez deitado, não tinha como recuperar. Era morte mesmo”, diz.
O produtor não sabia que se tratava da tripanossomose e cuidou dos animais doentes com soro e cálcio. Mas, 16 vacas leiteiras morreram. Beraldo teve um prejuízo de R$ 80 mil.
A doença tem esse nome por causa do parasita tripanossoma, que atinge a corrente sanguínea do animal causando fraqueza muscular, perda de peso, febre e diminuição do leite. Ela também atinge cavalos. Nesse caso, é conhecida popularmente como "mal das cadeiras".
O pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais, Elias Facuri Filho, acredita que a doença entrou na região através de algum animal contaminado. “Em outras regiões que a gente já acompanhou o problema, a história foi a entrada da doença na fazenda pela aquisição de animais portadores da doença. Não eram animais enfermos, mas eram portadores. E a disseminação dentro da fazenda se deu através do uso compartilhado de agulha e seringa”, diz.
A tripanossomose também é transmitida pela picada de moscas contaminadas. Além de Passos, foram confirmados casos da doença em Alpinópolis. Dos 49 animais contaminados, 40 morreram.
Pela primeira vez que a doença é registrada no sul de Minas. A tripanossomose é mais comum nos estados do Norte e na região do Pantanal Mato-grossense. O importante é identificar o animal contaminado e começar logo o tratamento para evitar que a doença se espalhe.
Sonora elias jorge facuri filho - pesquisador ufmg. Tc: 18:00 "A gente faz a aplicação nos animais doentes para tratar aqueles doentes e, com certeza, se você fez o diagnóstico e der de 10 a 15 animais doentes num rebanho de cem vacas, as outras devem estar contaminadas. Então, a gente acaba estendendo o tratamento para o restante do rebanho, mesmo não tendo a doença clínica”, explica Facuri Filho.
Para evitar prejuízos, Beraldo agora só usa material descartável em cada um dos seus animais.
O remédio é importado da França e custa em torno de R$ 250 o frasco, que dá para aplicar em 16 animais. A doença não é transmitida para o homem.

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